março 2010


Gn 1:2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

A título de curiosidade, segundo alguns cientistas, a terra foi ‘criada’ há aproximadamente 4,54 bilhões de anos, e que os primeiros indícios de vida surgiram há 1 bilhão de anos. Claro que isso, assim como a teoria da evolução da espécie (eu não vim de um macaco), é pura ignorância teológica e espiritual. Mas também não é nessa linha de raciocínio que quero tratar.

Para que haja entendimento da Palavra de Deus são necessários dois agentes, duas pessoas: Nós que lemos, e do Espírito Santo que interpreta. A bíblia não é de pessoal interpretação. Por isso, abra seu entendimento e seu coração para esse paralelo que vamos traçar.

Deus tem propósitos em nossas vidas, e nossa criação tem um propósito, por isso é necessário questionarmos a Deus sobre os desígnios dEle para cada um de nós, mas questionarmos como crianças, na pureza e inocência, não questionando a Plenitude de Deus (Rm 9:20), mas confrontando a Palavra de Deus em nossas vidas para obtermos respostas.

No vers. 26, lemos sobre a criação do homem, e o primeiro propósito de Deus: DominarSobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre TODA a terra, e sobe todo réptil que se move sobre a terra. Nos criou para frutificar e multiplicar (v.28), nos criou para termos intimidade e comunhão com Ele (Gn 3:8 – Deus vinha falar com o homem na viração do dia), para que Ele fosse louvado.

Mas ai veio o diabo com seu propósito de matar, roubar e destruir (Jo 10:10), veio trazer o pecado da desobediência, mesmo porque todo pecado converge para a desobediência. E ali foi sentenciado que nasceria Um que seria ferido no calcanhar, mas que Ele pisaria a cabeça da serpente (satanás).

Desse momento em diante a cada homem levantado por Deus como luz, como profeta, o diabo estava à espreita, com receio de que fosse o responsável por pisar sua cabeça, até que o anjo do Senhor visitou uma jovem virgem de nome Maria e ela concebeu um menino, e acredito eu, houve uma luz tão intensa que teve demônio pedindo demissão sem cumprir aviso prévio.

Nascia Jesus, nosso Salvador, que veio para cumprir sua obra de redenção através do sacrifício na cruz.

Cheguei até aqui para lhe dizer amados, que antes de Jesus ou sem Jesus somos como a terra no versículo 2 do capítulo 1 de Gênesis, somos sem forma e vazios. Não sem forma fisicamente falando, mas espiritualmente, não vazios fisicamente, mas vazios de VIDA. Paulo diz no capítulo 3 v. 8 de Filipenses: E, na verdade, tenho também por perda todas as {coisas}, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo. Paulo considera esterco toda sua busca e seu zelo anteriores a Cristo.

Estamos sem forma, assim como o barro nos mangues, brejos, mas Jesus resolve então ‘trabalhar’ conosco, Ele vê potencial em nós, Ele vê potencial em você. Estima-se que existam mais de duzentas espécies de barro. Então, para que o vaso seja bom, o oleiro tem que escolher muito bem, ele tem que sair a procurar um barro ‘disponível’ para ser usado, e na grande maioria ele vai procurar o barro em lugares extremamente sujos, nojentos. Foi assim com Jesus por nós, Ele nos tirou da sujeira, da imundice, e claro, Ele saiu bastante sujo, sujo de nossos pecados, mas Ele fez isso, porque sabia que aquele barro, muitas vezes fétido, poderia tomar forma de um belo vaso.

Imagine você, o Oleiro Mestre te tomando em seus braços ainda como barro, te colocando em seu ateliê, e começando a pisar no pedal e com suas mãos começar a te formar como vaso da Casa dEle, nos moldando conforme os propósitos dEle para nossas vidas, fortes o bastante para suportar a prova de fogo, já que depois de prontos, os vasos são postos no fogo, mas não para se desfazerem, porque o Oleiro fez vasos que suportassem essa prova, porque essa prova produz, entre outras coisas, paciência “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência” (Rm 5:3)

Haviam trevas em nossas vidas sem Cristo, e o Espírito pairava ao nosso redor, mas quando deixamos Jesus entrar em nossas vidas ocorre exatamente o que Deus diz no v. 3: Haja luz, e houve Luz. E o Espírito já não pairava ao nosso redor, ou sobre nós, mas agora somos habitação dEle, somos morada do Espírito Santo – Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (I Co 6:19.

O que era mesmo sem forma e vazio? Ah é, éramos nós. Mas Jesus nos moldou como vaso de honra em Sua morada, e nos preencheu com seu Espírito Santo.

Mas não vamos nos esquecer: vasos de honra, não são criados para ficarem em uma estante acumulando poeira, eles são criados para serem usados.

No nosso caso, para espalhar o evangelho da Salvação, apresentando o Oleiro que se sujou, para nos formar e nos dar VIDA. Assim novas vidas serão formadas.

Cada vaso tem um valor muito grande para Deus.

 

Teminha polêmico para refletirmos, a pedido do nosso amado irmão Wanderson Miranda, e mais uma vez, estou postando um texto do meu amigo Elias do site http://www.vivos.com.br que traz uma elucidação fantástica para nós.

“ …a nossa pátria está nos céus…” Fp 3.20

Atualmente uma grande confusão tem tomado conta dos homens. E em muitos casos o que era errado foi promovido a certo e o certo perdeu seu lugar. Esta inversão tem o patrocínio do maligno, que deseja a desgraça da humanidade.
E muitos incautos, no calor das convicções desta terra, levantam-se contra governos e autoridades constituídas. Com palavras e atos de rebeldia, tornando-se alvos de punição.

O objetivo deste texto é mostrar a visão bíblica em relação às autoridades e a nossa forma de submissão às mesma.

Quando Paulo lá pelos idos do ano 62 dC escreveu ao povo de Filipos, afirmando que a nossa verdadeira pátria está nos céus (Fp 3.20) não estava aconselhando ou mesmo autorizando ao povo rebelar-se contra o governo e demais autoridades. Na verdade, entende-se que para ser cidadão dos céus e preciso ser segundo o coração do Senhor Jesus, observando e praticando seus ensinamentos.

Exemplo fortíssimo de patriotismo nos é dado pelo povo judeu. A enxergamos nos reinos antigos, onde defendiam a pátria com todo vigor, inclusive se preciso dando a vida. Neste caso em especial, havia um sincronismo, o zelo pela pátria esta intrinsecamente ligado ao amor a Deus (2Sm 10.12; Sl 137.1; Is 66.10), já que reconheciam o governo de Deus (teocracia) sobre suas vidas. Governo este que era manifestado na direção de homens, primeiros os juízes e em seguida os reis. Os profetas eram elos de ligação com o Senhor, estes homens puros, santos recebiam e transmitiam a vontade do Senhor aos governantes.

Vivemos em uma nação com leis e direitos e devemos submissão àqueles que estão incumbidos de administrar este grande e abençoado país. Infelizmente nossa nação não é dirigida segundo a orientação do Espírito Santo e certamente não teremos governantes nesta condição, pois a nossa forma de governo não possibilita tal. Resta-nos, portanto, orarmos, jejuarmos e sermos fieis ao Mestre.

“Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes… não difamem a ninguém… sejam cordatos… para com todos os homens.” Tt 3.1,2

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resistem à ordenação de Deus.” Rm 13.1,2

Paulo encontrava-se provavelmente na Ásia, havia sido liberto das prisões romanas recentemente, quando escreveu estas recomendações a Tito. Seu coração poderia estar cheio de rancores, revoltado com toda espécie de autoridade; no entanto, seu conselho é que sejam submissos, obedientes às leis.

Quando Paulo pregava que deveriam ser submissos, isto incluía todos os ângulos da vida, tais como: o agir, o falar, etc

“ A língua… com ela amaldiçoamos os homens…” Tg 3.8,9 (veja todo o capítulo 3)

Tiago a dois mil anos inspirado pelo Senhor já afirmava o que vemos hoje uma terrível realidade. A dificuldade de controlarmos a língua diante de tanta coisa errada praticadas por aqueles que estão investidos de autoridades, sejam governantes ou não. Verdadeiramente é impossível ser coniventes com esta situação sombria; no entanto jamais devemos nos sentar juntos àqueles que abrem suas bocas falar e difamar nossas autoridades.
A missão que está em nossa mão é: Orar, Clamar. Sejamos fieis e vivamos no temor do Senhor.

“ A autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto se fizeres o mal, teme… pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” Rm 13.4

O nosso agir dever ser em retidão, observando o direito do próximo, viver em justiça. Jamais nos assemelharmos aos arruaceiros. Pois, para estes a justiça é como uma espada que fere.

Governo municipal, estadual e federal, polícia, judiciário, etc.
São instituições que existem para o nosso bem. Como cidadãos precisamos estar atentos às muitas leis e sermos obedientes no cumprimento das mesma para que venhamos a viver em paz.

A oração (1Tm 2.1,2) contínua pelas autoridades é a vontade de Deus para a vida de seus servos. Vamos orar, jejuar por esta nação, pedir o livramento e que sejam iluminados os homens investidos de poder, para que hajam sabiamente para o bem do povo e desenvolvimento da nação. Oremos!

Afinal, se somos cidadãos da Pátria Celestial, estamos mais que preparados para vivermos bem nesta pátria chamada Brasil. Oremos pelo Brasil.

Elias R. de Oliveira

www.vivos.com.br